ACERVO DE POSTAGENS


O que acontece no universo das criptomoedas e notícias sobre a empresa, fique por dentro.


11/07/2016


Banco mundial com mais de 700 mil clientes passa a aceitar depósitos em Bitcoin


O WB21 é o primeiro banco digital que aceita depósitos em Bitcoin

O banco digital WB21 anunciou que adicionou o bitcoin como um método para seus clientes para transferirem e depositarem fundos para suas contas correntes. Para WB21 mais de 650.000 clientes, isso significa que eles podem enviar bitcoin para fazer depósitos em conta em tempo real em qualquer uma das 18 moedas (moedas de todo o mundo, não altcoins!) que WB21 está oferecendo.

O fundador e CEO da WB21 Michael Gastauer explicou as razões da empresa para a adoção dos Bitcoins:

“A aceitação de bitcoin em bancos é bastante incomum, no entanto, faz total sentido para nós e proporciona enormes benefícios para nossos clientes. Estamos oferecendo abertura de conta instantânea em 180 países. O problema que alguns de nossos clientes enfrentam é fazer com que os depósitos não se manterem em uma conta local nos países deles. Ao aceitar bitcoin, nossos clientes podem transferir fundos instantaneamente a sua conta WB21, a partir de qualquer país do mundo. Assim que eles enviam bitcoin para o nosso endereço, nós creditamos o valor na moeda que o cliente tenha selecionado para sua conta corrente. Os fundos são instantaneamente disponibilizados na conta do cliente e podem ser enviado por transferências bancárias ou gastos com um cartão de débito WB21. O processo para converter bitcoin em dinheiro em uma conta bancária é o mais rápido, estou ciente. Para nós, a aceitação do Bitcoin é uma grande maneira de apoiar a nossa implantação global e melhorar a experiência dos clientes.”

Para garantir os mais elevados padrões da indústria, o WB21 está usando o BitPay, o pioneira da indústria e mais experimentado processador de pagamentos em bitcoin.

“O WB21 está pavimentando o caminho para algumas mudanças interessantes nos bancos on-line, e sua decisão de aceitar bitcoin é um grande exemplo de como a inovação está mudando o setor financeiro“, disse o presidente do BitPay, Diretor Comercial Sonny Singh. “Os consumidores com bitcoin não tem que ser limitados pelo país sobre quaisquer leis ou burocracias – e agora o WB21 irá permitir a esses clientes uma maior flexibilidade para a realização de pagamentos em até 18 moedas diferentes.“

Fonte: http://goo.gl/svWQPH




08/07/2016


O valor da bitcoin está alto. Mas deverá subir ainda mais


Este sábado dá-se um fenómeno que deverá fazer subir o valor da moeda virtual. Isto numa altura em que uma só bitcoin já vale 580 euros.

À hora de publicação deste artigo, uma única bitcoin custava 582,65 euros. O valor não é o mais alto deste ano, nem tampouco o mais alto de sempre: a 16 de junho, o câmbio fazia-se a 688,23 euros por bitcoin e, em novembro de 2013, o preço de uma unidade ultrapassou mesmo os mil euros. Ainda assim, a tendência tem sido de crescimento e, graças a um fenómeno quadrienal que acontecerá este sábado, prevê-se que o preço da moeda digital cresça ainda mais, de acordo com o MarketWatch.

Mas comecemos pelo princípio. A bitcoin é uma moeda descentralizada e global: descentralizada porque não é regulada por nenhuma entidade oficial; global porque é usada em praticamente todo o mundo — e se é a primeira vez que está a ouvir falar dela, temos dois trabalhos aprofundados sobre o tema, aqui e aqui. A quantidade de bitcoins (também chamada de oferta, ou supply) é controlada de forma automática por milhares de computadores em todo o mundo, programados para tal.

Como referimos, este sábado é dia de halving. Trata-se de um fenómeno que reduzirá dramaticamente a oferta de bitcoins. Mais propriamente, reduzirá para metade a intensidade com que novas bitcoins são produzidas por esses computadores. Segundo o MarketWatch, o fenómeno só acontece de quatro em quatro anos e, de acordo com alguns especialistas, deverá resultar numa escalada do valor da moeda.

O fenómeno está intrinsecamente ligado ao próprio conceito de bitcoin. Quando a moeda foi pensada, o seu criador (ou criadores) Satoshi Nakamoto fê-la para que a oferta fosse deflacionária por natureza, ao contrário de outras divisas cuja oferta é teoricamente ilimitada. Assim, Nakamoto programou o software para reduzir gradualmente a oferta de bitcoins.

Segundo o MarketWatch, os computadores geram atualmente 3.600 bitcoins por dia, ou mais de dois milhões de euros aos preços de hoje. E isso faz-se da seguinte forma:

1 – Qualquer pessoa pode ter computadores a correr o software da bitcoin. Esses computadores têm que permanecer ligados para que possam processar as transações de bitcoins. Essas pessoas chamam-se, na gíria, mineiros de bitcoin.

2 – Em traços gerais esses computadores vão usando a capacidade de processamento para tentarem resolver complexas equações que, fundamentalmente, representam as várias transações.

3 – Essas transações são convertidas em blocks e registadas no chamado blockchain — uma espécie de registo supostamente inviolável com todas as transações de bitcoins feitas desde que a moeda foi criada em 2008.

4 – Por cada transação processada, os computadores geram novas bitcoins que o mineiro pode vender ou conservar. Por isso, competem para serem os primeiros a resolver as tais equações criptográficas que estão na base desta moeda digital e o processo repete-se a cada dez minutos.

E é aqui que entra o fenómeno halving, que se espera que aconteça por volta das 17h00 deste sábado, quando o block número 210.000 for minado algures no mundo. Nesse momento acontecerão três coisas: a transação será processada, o mineiro responsável pelo computador que resolveu a equação receberá 25 bitcoins, ou 14.378 euros, e a intensidade com que novas bitcoins são produzidas poderá, então, ser reduzida. O próximo block a ser minado já só valerá 12,5 bitcoins, ainda assim pouco mais de sete mil euros.

Um especialista ouvido pelo MarketWatch refere que não é possível prever ao certo o que acontecerá ao valor da moeda após esse fenómeno e que tem tudo a ver com quantas das bitcoins criadas nesse dia forem injetadas no mercado — recorde-se que mineiros podem optar por as conservar em vez de as vender. Porém, o halving só terá o efeito esperado caso muitas dessas bitcoins sejam transacionadas.

De referir ainda que a constante subida do valor da bitcoin poderá ainda estar relacionado com a expectativa do que poderá acontecer este sábado. Em novembro de 2012, quando o fenómeno halving aconteceu pela primeira vez, o preço da moeda digital começou a subir gradualmente.

“Houston, temos um problema”

A bitcoin desperta ódios e amores. Muitos acreditam que a divisa vai continuar a crescer indefinidamente, enquanto outros acham que tudo não passa de uma bolha prestes a implodir. De uma forma ou de outra, o sistema atravessa neste momento dois grandes problemas: a carência de capacidade de processamento e a ameaça à descentralização.

Eis uma história para compreender o primeiro. Recentemente, um repórter da rádio norte-americana NPR e um jornalista do The New York Times tentaram transacionar entre eles dinheiro em bitcoins para o programa de rádio Planet Money. O valor era baixo: 5 dólares, isto é, 0,000785 de uma bitcoin. A transação ficou pendente, a aguardar processamento por parte de algum computador. Esperaram, esperaram, esperaram. Até que, ao fim de mais de uma semana, a operação pura e simplesmente desapareceu. É o que acontece quando existem muitas transações em fila de espera e capacidade de processamento muito limitada para lhes dar seguimento. Resumidamente: faltam computadores.

O segundo problema deve-se aos próprios donos dos computadores. É que, enquanto qualquer pessoa pode ter um computador a minar bitcoins, é preciso muito poder de computação para que isso lhe seja relevante. Isso implica muitos computadores e, claro, muita despesa — nomeadamente em eletricidade para os alimentar.

Nesse campo, as pessoas com acesso a eletricidade mais barata têm vantagem. É o caso da China, onde são já processadas a vasta maioria das transações de bitcoins. Essa centralização da atividade tem sido vista como uma ameaça ao ideal de liberdade que está na base da moeda digital.

Para já, é preciso esperar — talvez semanas — para saber como o halving afetará a bitcoin e os mineiros mais pequenos. Mas uma coisa é certa: o fenómeno estará a ser acompanhado de perto por muita gente por esse mundo fora.

Fonte: http://goo.gl/YT0hJG




07/07/2016


Por que precisamos entender o Bitcoin


Quando Satoshi Nakamoto publicou um paper, em outubro de 2008, descrevendo a sua criação – um sistema de dinheiro eletrônico peer-to-peer –, poucos lhe deram atenção. Nem mesmo os especialistas em criptografia acreditavam que o projeto tinha alguma chance de sucesso. A ideia de um dinheiro digital não era novidade; alguns já haviam tentado desenvolver uma moeda para a era da internet, mas nenhuma iniciativa tinha conseguido decolar

Há pouco mais de seis anos, quando a rede começou a ser construída por um punhado de programadores voluntários, ninguém poderia imaginar que hoje o Bitcoin alcançaria o status de maior projeto de computação distribuída do planeta, com força computacional que supera em mais de 200 vezes a capacidade dos 500 supercomputadores mundiais somados. Tampouco poderíamos prever que o Massachusetts Institute of Technology (MIT) formaria um departamento de pesquisa dedicado exclusivamente às criptomoedas, reconhecendo tacitamente a tecnologia inovadora do Bitcoin como um novo e legítimo campo de conhecimento científico.

Em 2009, uma unidade da moeda digital não tinha nem sequer um preço. À época, seria um devaneio completo esperar que o Banco da Inglaterra julgasse relevantes – se não transformadoras – as implicações do protocolo do Bitcoin sobre a moeda estatal e o sistema bancário tradicional. Considerar, ademais, a hipótese de um banco central emitir sua própria moeda digital seria pura fantasia.

O que antes poderia parecer ilusão de um ambicioso projeto de computação hoje é realidade. Atualmente a moeda digital inspira soluções criativas para a débâcle econômica da Grécia. Embora o Bitcoin não seja uma solução aos apuros fiscais do governo do país, ele está servindo como refúgio genuíno para o povo grego, impossibilitado de transferir dinheiro ao exterior e refém de um possível confisco ou retorno ao antigo dracma.

Hoje empresas do calibre de Dell e Microsoft aceitam bitcoins como forma pagamento. Consultorias como a Deloitte testam a utilização do blockchain – o grande “livro-contábil” do Bitcoin – para processos de auditoria. O governo de Honduras estuda um projeto-piloto para registrar a titularidade de terras no blockchain.

Atualmente, a Nasdaq está experimentando a infraestrutura da tecnologia para registro de transações e de propriedade de valores mobiliários. A New York Stock Exchange, por sua vez, investe em uma das maiores processadoras de pagamento de Bitcoin. Já a SWIFT ofereceu, recentemente, uma bolsa de 15 mil euros ao melhor trabalho de pesquisa sobre o impacto e o potencial da tecnologia do blockchain para as transações de ativos. A cada semana, novas empresas buscam explorar as possibilidades do Bitcoin, endossando e legitimando cada vez mais essa grande inovação tecnológica.

Mas o que é essa tecnologia, afinal de contas? O Bitcoin é uma invenção revolucionária da ciência da computação. Na sua essência, contudo, ele nada mais é que um protocolo, um conjunto de regras pelas quais se comunicam computadores conectados à rede peer-to-peer do sistema. Não há um servidor central monitorando o cumprimento das normas. Primeiro, porque elas incentivam o comportamento honesto; segundo, porque todos são monitorados por todos. A confiança e a segurança são alcançadas de forma descentralizada, graças ao uso engenhoso da criptografia moderna, e sem que seja necessário conhecer a identidade dos participantes.

O feito extraordinário – e sem precedentes na era da computação – é que esse protocolo possibilitou recriar a escassez do mundo físico no mundo digital. Um bitcoin é um bem digital que não pode ser reproduzido ou falsificado; sua titularidade de propriedade está devidamente registrada no blockchain.

A tecnologia inovadora permitiu recriar as características do dinheiro físico no mundo digital. Mas com uma particularidade notável, porque o Bitcoin é simultaneamente uma moeda digital e um sistema de pagamentos. Isso nunca ocorreu na história financeira da humanidade. É certo que não é reconhecido nem emitido por nenhum Estado. Moeda estrangeira, por definição, jamais será. Mas tem funcionado como dinheiro para muitas pessoas, algo inexplicável para a maioria dos economistas, cujas teorias não admitem uma moeda produzida livremente pelo mercado.

Tem oferta finita e não é passivo de ninguém, análogo aos metais preciosos. Podemos classificá-lo como uma commodity, mas uma de natureza digital. A primeira commodity digital da história. Um ativo ao portador que pode ser custodiado e transferido sem depender de nenhum intermediário. Um ativo realmente inédito.

Mas o dinheiro eletrônico é apenas a parte mais visível, é a aplicação óbvia, assim como foi o e-mail para a internet. Porque, no fim do dia, o Bitcoin é meramente uma tecnologia de registros de títulos de propriedade que conta com um livro-contábil praticamente imutável – uma vez efetuado o registro, é computacionalmente impraticável revertê-lo.

Essa invenção tem valor, tem utilidade, e nada impede que o blockchain seja usado para o registro de outros ativos que não bitcoins. A verdade é que a tecnologia é muito mais do que apenas um dinheiro para a internet. Potencialmente, é a internet do dinheiro. É a internet aplicada às finanças.

De fato, não estamos diante de um simples aplicativo para smartphone. Também não se trata de uma bolha das tulipas digitais. Na verdade, o Bitcoin é possivelmente a invenção mais importante desde a internet, e as implicações dessa tecnologia não são de todo previsíveis ou imagináveis. Mas não podemos desmerecê-lo, pois ele tem o potencial de causar disrupção em diversas indústrias. O Bitcoin é uma evolução da própria internet. É também uma evolução do dinheiro como o conhecemos. E, assim como a internet transformou a troca de informações no mundo todo, o invento de Satoshi Nakamoto tem o potencial de transformar a troca de valor.

Fonte: http://goo.gl/ZNehVb




06/07/2016


Entenda como é uma transação feita com a moeda virtual bitcoin


Veja como funcionaria uma compra de um celular por meio da moeda. Tecnologia do bitcoin também pode fazer papel de 'cartório virtual'.

O que está por trás de uma operação que envolve bitcoins não é exatamente um caminho muito simples. Além do infográfico acima, que apresenta o caminho de uma transação, há detalhes mais técnicos de como o bitcoin é usado. E veja também as dúvidas mais comuns sobre o funcionamento da moeda virtual.

Carteiras e endereços

A "carteira" do Bitcoin é o arquivo que guarda o par de chaves públicas (que toda a comunidade pode verificar) e privadas usadas na autorização das transações. O endereço de Bitcoin é formado a partir de uma codificação da chave pública, para representá-la de uma forma mais compacta.

Chave pública e privada

O sistema de chave pública e privada não é exclusivo do bitcoin – ele é base de muitos sistemas de confiança e criptografia digitais, inclusive parte do "cadeado" que aparece em sites seguros da web e os certificados digitais brasileiros (como o e-CPF). Funciona da seguinte forma: a chave pública pode ser usada para verificar se uma assinatura digital foi gerada pela chave privada, bem como codificar dados que somente a chave privada poderá abrir. Ou seja, a chave pública é para o uso dos outros, enquanto a chave privada é usada por você.

Uma transação de bitcoins inclui a chave pública do(s) destinatário(s). Quando essa transação for referenciada como origem do dinheiro, apenas a chave privada, que somente o destinatário possui, será capaz de gerar o código autorizador (assinatura digital) que será aceito. Caso alguém roube sua "carteira", que contém a chave privada, essa pessoa poderá gerar as assinaturas e gastar seu dinheiro. Tudo no bitcoin é um contrato que exige sua assinatura.

Bloco e corrente de blocos

Todas as transações de bitcoin são reunidas em blocos. Um bloco é "ligado" ao bloco anterior informando qual foi o "hash" (um código que é calculado e aceito pela rede de bitcoins), formando a "corrente de blocos" até o primeiro bloco do bitcoin. Ou seja, ao ler todos os blocos é possível ver todas as transações já realizadas com a moeda.

O hash é um número que representa uma informação, gerado a partir de uma fórmula preestabelecida. Mínimas alterações nos dados geram um hash completamente diferente e imprevisível. Dessa forma, alterar os blocos do bitcoin mantendo os hashes já computados é extremamente difícil, o que protege a corrente contra manipulação do seu "passado". O hash, por ser um número muito grande, costuma ser representado em hexadecimal, ou seja, com números de 0 a 9 e letras de A a F.

Mineradores

Mineradores montam os blocos do bitcoin. Primeiro, eles agrupam as transações que estão sendo propagadas na rede, mas que ainda não foram inclusas em um bloco já ligado com a corrente. Uma vez com o bloco montado, o minerador calcula o "hash" para o bloco. Mas o bitcoin não aceita qualquer hash.

Calcular o hash dos mesmos dados sempre terá o mesmo resultado. Existe, portanto, um dado dentro do bloco que o minerador pode manipular. Esse dado é apenas um número, chamado de "nonce". O minerador então começa a calcular repetidos hashes do bloco, alterando apenas o número nonce a cada tentativa.

Como o "hash" é apenas um número, o bitcoin estabelece um valor máximo para o hash. O bitcoin trabalha com números extremamente grandes, mas, para fins de exemplo, vamos supor que o hash não pode ser maior do que 8. Quando o minerador encontrar um "nonce" que faz o bloco ter um hash 6, por exemplo, ele propaga isso para a rede. O bloco está resolvido e pode integrar a corrente de blocos.

Blocos de bitcoins devem levar, em média, 10 minutos para terem seu "nonce" encontrado. Caso os mineradores estejam encontrando o "nonce" muito rapidamente, o valor máximo (8, no exemplo) é diminuído, para dificultar o trabalho. Caso os mineradores estejam muito lentos, o valor máximo é aumentando, facilitando o trabalho, pois o número de hashes válidos aumenta. Esse ajuste é proporcional e é calculado pela rede periodicamente, baseando-se na velocidade média de geração de cada bloco.

Pelo seu trabalho, os mineradores ganham uma quantidade de bitcoins. Atualmente, esse valor é de 25, mas ele será diminuído pela metade quando a rede atingir determinado número de blocos, até que moedas não sejam mais geradas. O minerador também fica com o "troco" de todas as transações do bloco, caso esse troco não tenha sido "devolvido" ao pagador na transação.

Blocos órfãos

Caso dois mineradores encontrem um "nonce" juntos ou quase juntos, a rede terá dois blocos válidos em circulação. Eventualmente, um novo bloco será gerado, mas ele referenciará apenas o hash de um dos blocos anteriores. O bloco que sobrou, chamado de "bloco órfão", é descartado. Se a transação foi incluída apenas no bloco órfão, ele terá que ser novamente incluída em um bloco futuro, o que pode fazer com que uma transação leve mais de 30 minutos até ser oficialmente parte do histórico do bitcoin.

Não há 'saldo'

Quando se fala que o bitcoin é uma "moeda criptográfica", supõe-se que ele funcione como o papel-moeda, e que as "carteiras" de bitcoins guardam seu dinheiro até você transferir para outra pessoa. Esse, porém, não é o caso. Carteiras de bitcoin não guardam dinheiro algum, e você não tem necessariamente um "saldo".

Em vez disso, todas as bitcoins ficam nas transações. As moedas que você recebe não ficam em sua carteira e não são gastas dizendo o equivalente "vou usar agora 5 BTC da minha carteira". Para usar as bitcoins, o software gerenciador precisa apontar uma transação específica de onde as moedas foram recebidas.

Por exemplo, se você recebeu três moedas de bitcoin (BTC) de uma pessoa A, e mais duas moedas de bitcoin de uma pessoa B, e quer usar quatro moedas, o software do bitcoin iniciará uma transação que identifica como "origem" essas duas transações anteriores, que somam 5 BTC. A moeda bitcoin que sobra é o troco e ele também é enviado – de volta para você mesmo. Quando você quiser usar essa moeda, o software terá de referenciar essa mesma transação, dizendo, de certa forma, "quero usar esse 1 BTC que ficou de troco para mim".

Detalhe: o envio desse "troco" não é automático. O software é que gerencia isso. Essa "transação", portanto, tinha dois destinatários: 4 BTC para uma pessoa, 1 BTC de volta para você. Caso essa segunda transação do "troco" não fosse informada, a moeda que sobra ficaria com o minerador que incluiu a transação no bloco que foi incluído na corrente de blocos do bitcoin (entenda o que são mineradores e a corrente de blocos, acima).

O bitcoin funciona assim por dois motivos. Um deles é que calcular o "saldo" de uma carteira levaria muito tempo. O banco de dados completo do bitcoin, somando todos os blocos da corrente, tem aproximadamente 13 GB hoje, mas aumentará muito mais. Para calcular o saldo de uma carteira, seria preciso processar esse banco de dados inteiro e chegar ao balanço. Especificar a origem das moedas permite que a verificação seja mais simples: basta procurar as transações em que aquela mesma moeda foi gasta. Se houver uma transação mais nova do que a especificada, e que não dá o direito de uso da moeda para quem a está usando, então ela já foi gasta e não pode ser usada.

Outro motivo é que as transações permitem a configuração de autorizações programadas. Ou seja, o bitcoin não funciona apenas dizendo que A quer autorizar ou enviar moedas para B. O bitcoin permite muito mais que isso. As autorizações de uso da moeda são uma sequência de regras. Em linguagem técnica, é um "script".

Transações futuras

É possível, por exemplo, enviar dinheiro para duas pessoas ao mesmo tempo, exigindo que as duas forneçam uma autorização para que aquela moeda seja gasta no futuro – as moedas pertencem a ambas, mas nenhuma tem o direito de usá-las sozinho. Com isso, é possível criar um fundo de doação, no qual alguns ou todos os doadores podem reter o controle do dinheiro e autorizá-lo somente quando uma compra foi acertada entre todas as partes.

Também é possível criar um "depósito garantido", no qual um valor é depositado, mas retornado, em todo ou em parte, após uma data combinada (as transações de bitcoin são todas datadas). Outras possibilidades levantadas são a de distribuição automática de heranças e criação de loterias.

Essas possibilidades ainda nem começaram a ser exploradas e são, em grande parte, hipotéticas. Mas atestam o poder do bitcoin como não apenas uma moeda de "troca", mas um poderoso protocolo de autorizações programadas, contratos e registros virtuais.

Fonte: http://glo.bo/NIPUlC




05/07/2016


Primeira casa de câmbio de bitcoin regulada pelo governo abre nos EUA


A Coinbase, que até então desenvolvia uma carteira virtual para bitcoins, lançou nesta segunda-feira (26) a primeira casa de câmbio da moeda virtual regulada por autoridades do mercado financeiro dos Estados Unidos.

Dado seu caráter descentralizado, que o faz ser emitido por operações matemáticas realizadas por computadores e não por decisões de um Banco Central, o bitcoin não é regulado por instituições financeiras e não circula por contas bancárias, à exemplo de moedas adotadas por estados como o dólar ou o real.

Isso e o aspecto anônimo dos donos da moeda (apesar de todas as transações serem públicas) a tornaram o meio de troca utilizado pelo serviço de compra e venda de produtos ilegais Silk Road, mantido na chamada “internet profunda”.

Muitas startups surgiram para aproveitar a popularidade causada pelo desmonte do serviço e a adoção da moeda por empresas legais. Temendo a utilização da moeda para fins ilícitos, autoridades de vários estados procuraram criar regras para empresas como essa operar.

O Departamento de Serviços Financeiros de Nova York, por exemplo, lançou uma certificação. A Coinbase é uma das primeiras a receber a chamada “BitLicence”. Ao todo, conseguiu a aprovação de 24 estados ou territórios dos Estados Unidos para aprovar.

A Coinbase também conta com o suporte do setor financeiro dos EUA. Na semana passada, anunciou ter recebido um aporte de investimento de US$ 75 milhões, feito por um grupo de investidores composto pela Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), o banco USAA, os fundos Union Square Ventures e Ribbit Capital, além dos ex-CEOs do Citigroup, Vikram Pandit, e da Thomson Reuters, Tom Glocer.

A título de promoção, a Coinbase não cobrará taxas transacionais até março. A empresa já opera como casa de câmbio em outros 19 países.

Fonte: http://glo.bo/1xZt7lm




04/07/2016


Japão oficialmente reconhece Bitcoins e moedas digitais como dinheiro


Em 4 de Março, 2016, The Japan Times informou que o Gabinete do Japão aprovou uma série de projetos de lei que ajudam o setor bancário expandir seu alcance quando se trata de empresas de Tecnologia da Informação. Este entrelaçamento de serviços bancários e de TI são chamados de 'FinTech' na linguagem emergente.

Curiosamente, o gabinete também leva em conta a importância crescente de moedas virtuais e e por isso irá reconhecê-las como um meio de fazer pagamentos e ter o potencial de sefazer transferências digitais.

Japão acaba de dar legitimidade às moedas virtuais, algo que muitas outras nações ainda estão lutando para entrar em acordo.

A Attorney at Law, que é uma empresa especializada em moedas virtuais, disse à CoinTelegraph:

"Eu acho que a nova lei vai promover uma aceitação de Bitcoin e outras criptomoedas. Algumas das principais agências de instituições financeiras, investidores e publicidade etc. tem hesitado até agora em apoiar BTC. E as razões são porque Bitcoin não é regulamentada, a natureza de sua origem é incerta e alguns ainda têm uma má impressão sobre Bitcoin ".

Nascer do sol para Bitcoin na terra do sol nascente?

O governo do Japão está tentando trazer moedas virtuais sob a alçada da Agência de Serviços Financeiros (FSA), a mesma agência japonesa que administra transações que ocorrem na própria moeda do Japão, o iene.

Kagayaki (Kaga) Kawabata, Líder de Desenvolvimento de Negócios da Coincheck.jp , diz Cointelegraph sobre estes desenvolvimentos:

" Nós acreditamos que este movimento é positivo para Bitcoin e as comunidades das criptomoedas. As pessoas pensavam que Bitcoin era o dinheiro usado para atividades fraudulentas. Legalmente, aceitar Bitcoin assim como a moeda tradicional vai mudar a forma como as pessoas olham sobre Bitcoin e criptomoeda em geral. A ação deste governo tem um impacto enorme em ajudar o Bitcoin para ser reconhecido pelo público em geral e irá acelerar uma integração de Bitcoin por outras empresas. Além disso, o Japão ser um dos primeiros países a tratar a Bitcoin como moeda é de grande importância. Será uma grande oportunidade para o Japão mostrar que estão buscando ativamente tecnologia inovadora em todo o país. "

Trazendo Tecnologia da Informação para Banking

O setor bancário no Japão irá beneficiar da maioria das leis propostas. Os bancos no Japão são mais abertos sobre Bitcoin do que seus pares europeus que parecem fechar as portas para as pessoas que são participantes ativos no mundo de criptografia.

Jeremy Wood, Co-fundador e CSO da Input Output , uma empresa que opera em Hong Kong e no Japão, diz:

" Eu acho que, em alguns aspectos, os bancos já aceitam Bitcoin. Os bancos do Japão não fecham as suas portas para empresas Bitcoin . "

Os bancos japoneses estão prontos para dar um grande salto de fé e começar a abraçar o Bitcoin?

Takao Asayama da Tech Bureau Corp (Zaif Exchange) acredita que sim e disse-nos que as coisas começaram a mudar em janeiro de 2016, quando os bancos japoneses começaram a fazer experimentos e começaram a falar sobre criptomoedas com "sorrisos" para a mídia. Takao é da opinião de que eles estão se preparando para adotá-lo como uma parte do negócio quando a lei entrar em vigor no próximo ano.

As mulheres podem desempenhar um papel-chave na adopção Bitcoin no Japão

O Japão é único no mundo das finanças pessoais uma vez que muitas decisões financeiras são tomadas pelas mulheres da casa. É bem conhecido que muitos homens recebem um subsídio fixo de suas esposas, que são na sua maioria donas de casa. Este subsídio é conhecido comookozukai e enquanto os homens podem se divertir com este dinheiro, a maioria deles tem pouca influência nas finanças domésticas. As mulheres japonesas são considerados os gestores de dinheiro e assistentes de investimento. Em um ambiente onde as taxas de juros são zero e sub-zero, a dona de casa japonesa está na espreita de novas e interessantes opções de investimento.

Na verdade,, Co-fundador da Jeremy Wood Input Output , a curiosidade de esposa japonesa sobre Bitcoin o pegou de surpresa.

Ele diz para CoinTelegraph:

" Fiquei muito surpreso quando minha esposa me disse que queria comprar Bitcoin. Os japoneses estão interessados. Mãe, mesmo da minha esposa foi fazer perguntas sobre Bitcoin ".

Jeremy pensa no entanto, que enquanto Bitcoin seria atraente para os japoneses como uma forma de investimento, ele quase não pensa que iria utilizá-lo para transações como o Japão é um muito dinheiro (dinheiro de papel) sociedade orientada.

A estrada adiante

O Japão abriu o caminho para o Bitcoin e outras moedas virtuais no sistema financeiro do país. Desta forma, essas moedas podem ser melhor regulamentadas e geridas dentro do país.

A tecnologia por trás dessas moedas, também pode ser utilizada pelo sistema bancário existente. Isto vai certamente dar ao sistema bancário japonês uma vantagem sobre a adoção antecipada. Isso não significa porém que Bitcoin tem um estatuto paralelo ao iene japonês.

Charles Hoskinson, Co-fundador e CEO da Input Output , observa:

"Em termos de perspectiva de um governo, até que você possa pagar seus impostos com uma moeda, ela não é a par com o dinheiro do governo."

No entanto, as novas leis propostas pelo gabinete japonês são um passo em grande parte de bem-vinda e algo que outras jurisdições poderão inspirar-se a fazer o mesmo.

Em 4 de Março, 2016, The Japan Times informou que o Gabinete do Japão aprovou uma série de projetos de lei que ajudem o sector bancário expandir seu alcance quando se trata de empresas de Tecnologia da Informação. Este entrelaçamento de serviços bancários e de TI são chamados de 'FinTech' na linguagem emergente.

Curiosamente, o gabinete também leva em estoque a importância crescente de moedas virtuais e as novas contas irão reconhecê-los como um meio de fazer pagamentos e ter o potencial de ser transferido digital.

Japão acaba de dar moedas legitimidade virtual, algo que muitas outras nações ainda estão lutando para entrar em acordo com.

Então Saito, Attorney at Law, que é especializada em moedas virtuais, diz CoinTelegraph:

"Eu acho que a nova lei vai avançar uma aceitação de Bitcoin e outros VC. Algumas das principais agências de instituições financeiras, investidores e publicidade etc. hesitaram sendo relevante com Bitcoin. As razões são que Bitcoin não é regulamentada, a natureza do que tem sido incerto e alguns ainda têm uma má impressão sobre Bitcoin ".

Sunrise para Bitcoin na terra do sol nascente?

O governo do Japão está a tentar trazer moedas virtuais sob a alçada da Agência de Serviços Financeiros (FSA), a mesma agência japonesa que administra transações que ocorrem na própria moeda do Japão, o iene. Isto também significa que não haveria Registeration de trocas que lidam com moedas virtuais destinadas a prevenir a lavagem de dinheiro e estendendo mais proteção às pessoas que usam Bitcoin e outras moedas.

Kagayaki (Kaga) Kawabata, Líder de Desenvolvimento de Negócios da Coincheck.jp , diz Cointelegraph sobre estes desenvolvimentos:

" Nós acreditamos que este movimento é positivo para Bitcoin e as comunidades cryptocurrencies. Uma vez que o Mt. Gox incidente, a maioria das pessoas no Japão não confiava Bitcoin pensando que Mt. Gox foi Bitcoin. As pessoas pensavam que Bitcoin era o dinheiro usado para atividades fraudulentas. Legalmente aceitar Bitcoin como semelhante a moeda fiduciária vai mudar a forma como as pessoas percebem Bitcoin e criptomoeda em geral. Movimento deste governo tem um impacto enorme em ajudar Bitcoin para ser reconhecido pelo público em geral e irá acelerar uma integração de Bitcoin por outras empresas. Além disso, desde que o Japão é um dos primeiros países a tratar a Bitcoin como moeda fiduciária é de grande importância. Será uma grande oportunidade para o Japão para mostrar que eles estão buscando ativamente tecnologia inovadora em todo o país. "

No entanto, Takao Asayama, CEO da tecnologia Bureau Corp (Zaif Exchange) , atinge uma nota cauteloso e diz:

" Japão considera moedas virtuais inteiras, incluindo Cryptos, como" circulação ". É uma extensão do método de pagamento. A lei exige certa capitalização e registro na FSA, e as forças segregados gestão dos depósitos para trocas. No entanto, não está totalmente retratado como cryptocurrencies podem ser segregados e auditados. A parte boa desta nova lei é que nós podemos limpar a maioria dos "esquemas de moeda HYIP" fraudulentas, mas estou com medo de que ele também irá eliminar pequenas startups de tecnologia que beneficiam de tecnologias de criptografia ".

FONTE: https://cointelegraph.com/br/news/Japao-reconhece-Bitcoin-como-dinheiro




01/07/2016


Bradesco vai testar tecnologia por trás do bitcoin em São Paulo.


SÃO PAULO -O Bradesco vai fazer, até o fim do ano, em São Paulo, um teste de uso do “blockchain”, a tecnologia por trás da moeda virtual bitcoin. Se o cronograma for mantido, será o primeiro teste prático da tecnologia feito por um banco brasileiro.

O “blockchain” funciona como um livro-caixa de transações feitas no mundo digital. A tecnologia tem atraído a atenção dos bancos ao redor do mundo por duas razões principais. As transações registradas não podem ser apagadas nem alteradas, o que garante segurança ao sistema. O funcionamento também independe de grandes estruturas de tecnologia, o que pode representar uma redução de custos em relação às formas tradicionais de processamento de transações.

Segundo Marcelo Frontini, diretor de pesquisa e inovação do Bradesco, o teste com o “blockchain” será feito em Paraisópolis, Zona Sul da capital paulista, em parceria com a startup eWally. A empresa foi uma das selecionadas da mais recente turma do InovaBRA, programa de apoio a startups do Bradesco. A empresa desenvolveu uma carteira digital que pode ser usada com um smartphone para pagamentos e transferência de dinheiro. O “blockchain” é a tecnologia por trás do sistema. De acordo com o executivo, o sistema será integrado à rede de correspondentes bancários Bradesco Expresso. Assim, quem quiser fazer um depósito, retirar dinheiro ou fazer um pagamento usando a eWally, poderá ir a um desses pontos.

“Usando o Bradesco como entrada e saída, conseguimos monitorar o uso, o que dá segurança ao teste”, disse.

O Bradesco está levando o “blockchain” bastante a sério. O banco acabou de se integrar ao consórcio R3, que reúne 43 bancos de todo o mundo para estudar e criar padrões para o uso do sistema. É o segundo banco nacional a entrar no consórcio. O Itaú foi o primeiro, há dois meses.

Além da carteira digital da eWally, o Bradesco também vai fazer testes com o sistema de transferência de dinheiro por meio de remessas internacionais da startup BitOne, outra recém-aprovada no InovaBRA. Nesse caso, no entanto, as avaliações ainda são iniciais, para verificar a viabilidade do modelo.

A BitOne desenvolveu um sistema de proteção cambial para as transferências (“hedge”), que tem o objetivo de reduzir o impacto de conversão do bitcoin para a moeda do destinatário da transferência. De acordo com Frontini, é preciso avaliar se o custo desse hedge não será alto demais, inviabilizando o sistema.

O banco também está em conversas com a startup Ripple Labs, a principal referencia em remessas internacionais usando “blockchain”. O “blockchain” é uma das vertentes do grupo de trabalho criado pelo Banco Central (BC) para discutir as “fintechs”, como vêm sendo chamadas as tecnologias voltadas ao setor financeiro.

Fonte: http://www.valor.com.br/empresas/4609273/bradesco-vai-testar-tecnologia-por-tras-do-bitcoin-em-sao-paulo




Compartilhar

30/06/2016


Bitcoins: tributação no sistema brasileiro


Com o objetivo de revolucionar o sistema de pagamento e investimento, em 2008 Craig Wright, empreendedor australiano, tomou a iniciativa de reinventar a moeda na forma de um código de computador, possibilitando a transferência virtual de sua propriedade a um custo nulo e sem depender de um terceiro intermediário.

A bitcoin é uma moeda virtual, gerada e transferida entre seus usuários por meio de uma rede descentralizada ("peer-to-peer", ou simplesmente, ponto a ponto), sem qualquer intervenção dos governos ou instituições financeiras, por meio de criptografia de chave pública, que gera as primeiras dificuldades de conceituação, do ponto de vista legal.

Nesse contexto, os elementos soberania e território de um Estado não subsistem, visto que nenhuma organização ou indivíduo pode controlar essa criptomoeda.

Todas as transações que ocorrem na economia virtual são registradas em uma espécie de livro-razão da rede bitcoin e distribuídas no chamado "blockchain", que nada mais é do que um grande banco de dados público, contendo o histórico de todas as transações realizadas. Novas transações são verificadas contra o blockchain de modo a assegurar que os mesmos bitcoins não tenham sido previamente gastos, eliminando assim o problema do gasto duplo. A rede global peer-to-peer, composta de milhares de usuários, torna-se o próprio intermediário.

Sob a perspectiva econômica, a bitcoin oferece aos usuários as vantagens tecnológicas tanto do dinheiro commodity propriamente dito quanto de um substituto de dinheiro (como certificados de depósitos, os precursores do papel-moeda).

A bitcoin surge como uma forma de reduzir os custos de transação, permitindo um uso mais eficiente do dinheiro, usos que com o dinheiro commodity em si não seriam possíveis. Algo sem precedentes na história monetária, com a transação da criptomoeda sem qualquer lastro físico.

A posse dos bitcoins está a todo o instante com o dono da carteira (equivalente à conta bancária tradicional), dessa forma o proprietário tem disponibilidade completa e irrestrita dos bitcoins, podendo transferi-los a quem desejar a todo instante, sem que nenhuma entidade o impeça de fazê-lo, e de forma anônima.

Contudo, em que pese não ser moeda do ponto de vista legal, é fato que a luz do conceito de capacidade contributiva, que consagra a incidência tributária sob qualquer forma de geração de riqueza, lícita ou ilícita, as transações com bitcoin têm repercussão financeira e, consequentemente, alvo de tributação.

Dessa forma, em análise ao antecedente normativo, em consonância com sua atualização semântica, conclui-se que as criptomoedas são bens aptos a incorporar acréscimo patrimonial ao seu proprietário, em subsunção a norma prevista no artigo 43 do Código Tributário Nacional, pois denota-se operações que consagram os elementos típicos do fato gerador do Imposto de Renda (IR), em razão da manifestação de riqueza.

Sob esse prisma, imperioso destacar que é necessário poder econômico elevado para participar desse tipo mercado, sendo fonte suscetível de atuar no custeio da atividade estatal.

Para efeitos da incidência do IR a verificação do acréscimo patrimonial da criptomoeda pode se dar com o ganho de capital decorrente de sua alienação, com fulcro no artigo 3º, 2º, da Lei nº 7.713/88.

A Receita Federal do Brasil, inclusive, passou a disponibilizar campo no seu formulário de declaração do Imposto de Renda a possibilidade de se declarar as criptomoedas de que é proprietário, e se for o caso, pagar o valor do imposto equivalente. Doravante, deve-se selecionar o código "Outros bens e direitos" e descrever as quantidades das diferentes moedas digitais que o contribuinte tenha. Como não existe uma cotação considerada oficial para o bitcoin e sua emissão não é controlada por nenhum órgão do governo, a saída será usar cotações como a do Mercado Bitcoin para o cálculo dos ganhos.

Para efeitos da incidência do Imposto de Renda, segundo a Receita Federal, quando as vendas em um mês são maiores que R$ 35 mil, os ganhos de capital devem ser tributados em 15% e o pagamento do imposto deve ser feito até o último dia do mês seguinte ao da transação. Para que seja feito o recolhimento, o ideal é que seja usado o Programa de Apuração dos Ganhos de Capital (GCAP).

Mesmo quem não obteve ganho de capital está obrigado a informar o saldo da moeda bitcoin na declaração, na ficha de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis.

Outras operações com bitcoins podem ter efeitos tributários, tais como doações das criptomoedas (que seriam sujeitas ao ITCMD), intermediações de compra de venda (tributáveis pelo ISS), sendo necessária uma análise em cada caso concreto.

Contudo, é importante ter em mente que referidos posicionamentos ainda são preliminares e que a matéria está sendo discutida pelas autoridades fiscais e monetárias de vários países, razão pela qual, poderemos no futuro ter um panorama legal e tributário complexo.

Fonte: http://www.valor.com.br/
#4KNews NOTICIÁRIO APRESENTADO PELA QUERIDÍSSIMA RAQUEL COSTA

Suporte 4K


A 4k está preparada para te receber
Conte com uma equipe a disposição para tirar suas dúvidas de forma clara e eficiente.

SKYPE

Suporte4K

FACEBOOK

4kmineofficial

EMAIL

suporte@4kmine.com

WHAT's APP

(21) 96513 5805